terça-feira, 1 de dezembro de 2015

HIV/AIDS: informar não basta. A conscientização é produto da Educação.




Na década de 80 a AIDS se tornou uma epidemia, associada inicialmente aos homens homossexuais. Naquela época as pesquisas sobre a doença estavam no começo e existiam poucos medicamentos disponíveis para o controle. Além disso, o conhecimento acerca das formas de contágio e de prevenção era limitado, fazendo pesar sobre as pessoas portadoras do HIV/AIDS o preconceito e a discriminação.
Foi naquele momento histórico que a Assembleia Mundial de Saúde compreendeu a necessidade da disseminação de informações e campanhas para a produção de políticas públicas de prevenção, tratamento e incentivo a pesquisas, estabelecendo com este objetivo, no mês de Outubro de 1987, o dia 1º de Dezembro como o Dia Mundial de Combate á AIDS.


PREVENÇÃO, TRATAMENTO E EDUCAÇÃO: CONSERVADORISMO E PRECONCEITO PRECISAM SER SUPERADOS


Jovens estão constituindo o novo perfil da AIDS
Reflito que seja preciso suspeitar do pensamento unilateral de que “hoje há informação e que informação é tudo”. Vivemos uma época de mais acesso a informação, isso é verdade e isso é muito bom, porém informar não é educar. No que tange a discussão sobre HIV/AIDS e suas formas de contagio e prevenção é preciso reconhecer que recebemos muito mais orientação para consumir sexo, do que expandir a nossa visão para compreender a amplitude do significado e importância do sexo e da sexualidade na sociedade. Neste sentido, entendo que falar sobre exposição ao vírus HIV não se limita situar a discussão no campo do “indivíduo que se coloca em situação de risco”, mas é reconhecer que é um problema de responsabilidade também, e sobretudo, dos governos no sentido de pensar políticas públicas e campanhas contínuas de prevenção das DSTs, tendo em foco os grupos com maior índice de contágio.
Na cultura ocidental, e no caso da cultura brasileira em particular, a iconografia sexual consumista está impregnada em nossas vivências cotidianas quando assistimos aos programas de TV, ao ouvirmos músicas de sentido duplo ou literalmente sexual, ao compartilhar conteúdo em aplicativos móveis de relacionamentos às “piadinhas” do dia-a-dia. Todavia, essa “realidade de sexo” que se dá mediante a objetivação dos corpos, refletidas no conjunto de experiências sexuais consumista, por vezes frustrantes e sem sentido, que nos circunda não oculta o nosso moralismo quando o assunto é “sexualidade”.
A sexualidade em todas as suas formas de expressão foi desde o século XVII submetida à vigilância, que produz até hoje culpa individual, mas que também é coletiva, diante das práticas que transgridam as normas restritivas estabelecidas pela política de poder e domínio do estado. Essa disciplina restritiva e punitiva da sexualidade só pode ser compreendida historicamente sob inúmeros interesses e mecanismos de controle os quais não cabem aqui destrinchar, mas que explicam a recusa de se falar seriamente a respeito da gravidez, prevenção de DSTs, orientação e diversidade sexual, gênero e tantos outros assuntos ligados à sexualidade tão presentes na vida, porém negados e reprimidos no âmbito macro e micro das relações sociais.
É nesse contexto que as/os adolescentes na atualidade estão constituindo o novo perfil de contagiados pelo HIV. A exposição midiática, a produção cultural e comercial do sexo levam as crianças e adolescentes a vivenciarem diversos contextos sexuais, mas esse percurso não é acompanhado pelo diálogo maduro nos círculos sociais e afetivos composto da figura de pais e educadores, ou seja, na família e na escola. Essa conjuntura leva a iniciação cada vez mais prematura do ato sexual desprovido da EDUCAÇÃO E CONSCIÊNTIZAÇÃO exigidos pela realidade que está posta.
O falso moralismo que reveste o tema sexo, quando ligado a inexperiência própria do processo de desenvolvimento que se dá no período da puberdade, faz com que os jovens iniciem a sexualidade sem buscar orientação acerca da proteção, mesmo com toda a suposta informação circulante sobre prevenção.
Esse silêncio tem um agravante quando se refere aos jovens LGBTTs por estes exercerem relações afetivas e sexuais sobre as quais pesam preconceitos e discursos estigmatizantes. Para a/o jovem e a/o adolescente homossexual aceitar-se pode ser um processo demorado, por que perpassa e envolve todo um caminho de desconstrução desses estigmas sobre o que nós somos. Perpassa por compreender que sentir afeto e desejo somente pelo mesmo sexo, pelo mesmo sexo e pelo sexo oposto ao mesmo tempo, são orientações sexuais tão naturais quanto a heterossexualidade, onde não há doença, onde não há pecado.

 A reflexão da teóloga Rosana Orlandi Meira, na sua dissertação de mestrado em Teologia com o título “Aconselhamento Pastoral e Homossexualidade: a dimensão da fé cristã nas angústias da homossexualidade” exemplifica perfeitamente o contexto de opressão pelos quais passam as/os jovens gays, mas também todos os atores representados na sigla LGBTT:
Em razão dos preconceitos, da discriminação e da violência alguns homossexuais não aceitam a própria condição e isso é um problema para esses indivíduos. Muitos deles e delas se encontram em situação de isolamento e angústia, uma ansiedade profunda, difícil de ser superada. A educação sexual e afetiva do homossexual se faz na clandestinidade, são poucas as referências literárias, cinematográficas e culturais, que os possa orientar

Portanto, é necessário refletir se o nosso “acesso fácil à informação” sobre os métodos contraceptivos não é ocultado pelo estimulo social preponderante que mais orienta a procurar pelo sexo do que a pensar a respeito dos riscos e responsabilidades que sua prática exige.

IMPORTANTE: Lei 12. 984: Discriminar Portadores do Vírus HIV e Doentes da AIDS é Crime:

Em 2014 a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei nº 12. 984. A lei tipifica e criminaliza condutas discriminatórias sobre pessoas portadoras do HIV e doentes da AIDS. Entre outros pontos, a norma prevê que será considerado crime impedir o acesso em todos os níveis das instituições de ensino às pessoas positivas, incluindo creches. A lei Nº 12.984 está disponível AQUI.

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Fontes da internet:


Fonte bibliográfica:

“Desvendado a sexualidade”
 Autor: Cesar Aparecido Nunes
 Editora: Papirus,  7ª edição

 “Aconselhamento Pastoral e Homossexualidade: a dimensão da fé cristã nas angústias da homossexualidade”
Autora: Rosana Orlandi Meira

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Bruno Gagliasso manda recado aos preconceituosos durante premiação

Os atores Bruno Gagliasso e João Vicente de Castro no "Troféu Imprensa" 2015

Bom, estou sem tempo para escrever aqui, mas uma notícia me chamou a atenção esta manhã enquanto eu me dividia entre lavar a minha roupa suja e organizar uma bagagem para visitar uma cidade vizinha aqui no interior do Pará. Enquanto minha mãe assistia ao Programa “Encontro”, com a Jornalista e apresentadora Fátima Bernardes, minha atenção se reteu ao espaço do programa dedicado a informar as notícias do portal G1. Mari Palma dá a seguinte notícia: Bruno Gagliasso beija João Vicente de Castro do Canal do YouTube “Porta dos Fundos”,  em premiação e manda recado: Aos machistas de carteirinha, hipócritas de plantão e preconceituosos….  O nosso carinho e nosso amor de homem com H!”.  Para a Revista “Quem”, Bruno contou que o beijo não foi programado. “Foi natural. A gente não ensaiou e pensou: ‘Se couber, a gente faz’. Não foi programado”.
                                                                               Bruno na novela América, de Glória Perez
Não é a primeira vez que o ator usa seu espaço no meio artístico para criar oportunidade para discussão sobre preconceitos. No início deste ano, época do lançamento da novela “Babilônia”, do Ricardo Linhares, o ator criou um desconforto ao vivo no programa “encontro” ao falar a respeito da produção da cena de beijo entre os personagens Júnior, interpretado por Bruno, e o personagem Zeca, de Erom Cordeiro, para a telenovela “America” (2006), que foi censurada pelos executivos da Rede Globo. “No dia em que não foi ao ar fiquei muito triste, chorei. Foi censurado, né? A gente gravou a cena sete vezes. Só fomos avisados que a cena não iria ao ar uma hora antes de o final da novela ser exibido. Quem faz arte não entende censura”.  Fátima Bernardes tentou amenizar o clima expondo que “talvez naquela época o público ainda não estivesse preparado”. Bruno retrucou “Quem somos nós para julgar se as pessoas estão preparadas ou não?”.
Alguns meses adiante, após a reação conservadora ao beijo protagonizado pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg em Babilônia, os autores da produção precisaram realizar uma série de mudanças para alavancar a audiência do folhetim das 21 horas, onde os beijos entre personagens lésbicas foram cortados enquanto outros mudavam a orientação sexual para “não chocar o público”. Nesta oportunidade o ator voltou a se posicionar sobre a censura da emissora e sobre o boicote de parte do público no recebimento do troféu do prêmio Contigo."Em 'América', vivi um personagem que se descobria homossexual. Fiz com tesão, porque sou movido a tesão, a paixão. Nessa novela gravamos um beijo gay e faltando uma hora para ir ao ar cortaram sem avisar aos atores. Fiquei muito triste porque me senti censurado. Quando teve a novela do Mateus Solano (Amor à Vida), fiquei torcendo muito porque achei que ia ser um grande passo para o Brasil. E agora faço uma novela com a Fernanda, vi um beijo gay e não vi mais. 
Isso me deixou muito triste".Então fica aí meu abraço e minha admiração ao grande ator Bruno Gagliasso, dedicado na desconstrução das ideologias que sustentam a homofobia e o machismo.

Fontes:

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Consciência Negra: 22/11 acontece a 3ª Marcha da Periferia em Belém

Charge do cartunista carioca Carlos Latuff denuncia a criminalização do pobre e do negro pelo estado.

A Marcha da Periferia surge no ano de 2006, na cidade de São Luís, capital do Maranhão, construída pelo Movimento Quilombo Raça e Classe, da Central Sindical e Popular – Conlutas (CSP-Conlutas). A partir de 2011 a Marcha passa a ser organizada em todo o país, sempre em Novembro, mês da consciência negra.
Em Belém, a Marcha da Periferia chega a sua 3ª Edição e trás como tema “Não Reduza nossos direitos”, fazendo referência ao projeto de lei da Câmara nº projeto de lei da Câmara nº 171/1993 que diminui a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Redução da Maioridade Penal

Aprovado em segunda instância após manobra do presidente da câmara, o ladrão Eduardo Cunha (PMDB), no mês de agosto de 2015, o texto propõe que jovens a partir de 16 anos passem a ser julgados com base no código penal brasileiro. O projeto é polêmico, porque propõe que a pena atribuída a esses menores não seja aplicada em cadeias comuns e nem sob gerência do ECA. O advogado e membro do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente – CONDECA, Ariel Castro, em entrevista à Carta Capital, lastima a decisão, pois “Quem conhece a realidade brasileira sabe qual vai ser a prática nessas situações. Vão superlotar os outros pavilhões e reservar um outro para colocar esses adolescentes de 16 e 17 anos. Jovens e adultos vão estar separados em tese, mas os presos já se comunicam”. Além disso, a campanha massiva promovida pelos grandes meios de comunicação mascara a raiz do problema, reduzindo a discussão da violência aos adolescentes infratores, negros e pobres, fortalecendo o sentimento de uma vingança que brinda deputados e governos da responsabilidade elaboração e planejamento de política pública e  distribuição de renda eficiente.
A Marcha será a oportunidade de a periferia lembrar as vítimas da violenta chacina de Outubro de 2014. Será ao mesmo tempo o grito do povo e da juventude da periferia, tão carente de segurança, de espaços de desenvolvimento cultural e de educação pública gratuita com qualidade. A periferia resiste.
A ação coletiva deste Domingo se propõe ainda em dialogar com a sociedade sobre o extermínio da juventude negra, a dupla o opressão da mulher negra e a visibilidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBTTs.

Verificar localização

20 de Novembro: Dia da Consciência Negra, Dia de Zumbi dos Palmares.

No ano de 2011 o Brasil institui através da lei nº 10.639 o dia 20 de Novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra. A data é uma grande conquista por nos permitir olhar e resgatar nossa identidade historicamente negada.  A data ainda denota a emblemática figura de um dos mais conhecidos líderes da resistência negra contra a sociedade escravocrata que perdurou até o ano de 1888, Zumbi dos Palmares.

Fonte:


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Conquista Histórica do Movimento LGBTT: UEPA Reconhece uso do Nome Social para Travestis e Transexuais


Reitoria da UEPA
No ano de 2013, após a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), estudantes travestis e transexuais utilizaram a internet para expressar o descontentamento com as condições de constrangimento e preconceito nos locais de prova. A repercussão das denuncias por meio das redes sociais fez com que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) promovesse mudanças no formato de inscrição do processo avaliativo.
Em 2015, pela segunda vez, candidatos e candidatas puderam fazer uso do nome social para a inscrição no exa
me. O reconhecimento conquistado por travestis e transexuais tem, de acordo com o INEP, se expressado em números. Foram registradas 102 inscrições em 2014, esse número saltou para 278 solicitações no ano corrente.

UEPA: UNIVERSIDADE RECONHECE DEMANDA INTERNA

Lana Souza, 20 anos, usou nome social na prova do ENEM 2015
(Foto: G1 - Portal de Notícias da Globo)
Há alguns anos o Movimento Estudantil (ME) da Universidade do Estado do Pará (UEPA) vem pautando o tema das opressões em fóruns, Semanas Acadêmicas, Encontros e na realização de ações coletivas expressos em atos públicos. Os últimos seminários foram concretizados no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE – UEPA) da capital, Belém, e também no interior do estado. Na capital contamos com a parceria da gestão superior através da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX-UEPA) e da Diretoria de Ensino. Estes espaços apresentaram como temas centrais em suas mesas e grupos de trabalho a invisibilidade das estudantes e dos estudantes transexuais e transgeneros nos espaços de ensino e de formação.
Foi nesse diálogo com Movimento Estudantil e com a comunidade da UEPA, produto da luta histórica do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT), que a Pró - Reitoria de Graduação (PROGRAD – UEPA) apresentou ao Conselho Superior Universitário (CONSUN) a ementa da Resolução nº 2887, aprovada pelos conselheiros da universidade no dia 16 de Setembro 2015, sendo publicada em 25 de Setembro de 2015 no Diário Oficial.
O nome social poderá ser utilizado por estudantes e funcionários/AS da instituição mediante requerimento que siga a RESOLUÇÃO Nº 2887/15 – CONSUN. O formulário de requerimento pode ser obtido AQUI.
Parabéns a gestão superior da UEPA e a todas as envolvidas e a todos os envolvidos nessa conquista.

A LUTA SEGUE, MOVIDA SEMPRE POR NOSSOS SONHOS.

Fonte:

domingo, 18 de outubro de 2015

Literatura: a vida como é e como poderia ser.

Terceira página do livro "Três Meses na Europa sem um Centavo no Bolso",
escrito por Aline Campebell
Acredito que tinha entre 13 e 14 anos quando li o meu primeiro livro. Um romance infanto-juvenil que tratava da descoberta da sexualidade, ao mesmo tempo em que provocava reflexões sobre a importância do diálogo entre pais e filhos. Penso que todo pai e toda mãe deveria ler essa obra. Infelizmente não recordo quem a escreveu, mas foi produzido por uma autora. O título: “grávida aos 14 anos”.

A história se passava na cidade de São Paulo, no contexto de uma família de classe média, mas é interessante o fato de eu ter conseguido associar aquela realidade material e culturalmente distante da que vivia com as vivências presentes aqui, na pequena cidade de Benevides, região metropolitana de Belém.
 O dilema da personagem principal na busca sobre qual decisão tomar, na ausência do apoio do namorado, no medo de contar para os pais, era uma realidade de muitas meninas bem novinhas no meu bairro, ainda que em contexto distinto. Essas meninas, diferentemente da personagem central do livro, não tiveram muitos incentivos para seguir os estudos, tão pouco dispunham de um suporte material, sendo uma delas, inclusive, vítima da pedofilia de um senhor idoso, com a família fazendo “vista grossa”, mediante “auxílio financeiro”.
Aquela primeira experiência com a literatura foi significativa no sentido de me fazer pensar e refletir em torno do tema aborto e, mesmo sem compreender todos os aspectos da discussão e, naquele momento, me manifestar totalmente contrário a tal procedimento clínico, passei a defender o direito de escolha da mulher.
Destaco que a leitura representou algumas horas de diversão e entretenimento, mas foi além disso. Eu vivi os personagens, refleti sobre suas histórias de vida e me posicionei no lugar do outro, de um personagem fictício inspirado por sujeitos da realidade.
“Grávida aos 14 anos” fez de mim um leitor assíduo da literatura.

O amor Gay e a problematização da homofobia na Literatura


Romance aborda paixão homoafetiva na adolescência.
Após seguir com a leitura de outros livros na linha infanto-juvenil, como os produzidos pela escritora brasileira Ruth Rocha, desenvolvi uma curiosidade em me apropriar dos clássicos da literatura nacional. Destaco “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, e “O Ateneu”, de Raul Pompéia. Foi muito legal a forma como esses autores se propuseram a abordar a homossexualidade feminina e masculina ainda no século XIX. A homossexualidade não foi a discussão central nos respectivos trabalhos, mas conseguiu se entrelaçar coerentemente ao conjunto da obra.
Recentemente, estava lendo as notícias em alguma página quando me deparei com a seguinte chamada “Editoras investem em literatura infanto-juvenil homoafetiva”.
Pensei “Nossa, que legal seria se eu tivesse tido a sorte de ter lido um romance na puberdade onde a homossexualidade surgisse como tema central”. Foi o que fiz no mês passado, nos meus vinte e poucos anos... Baixei da internet dois livros do escritor norte americano David Letermam: “Naomi & Ely e a lista do não Beijo” e “Will e Will”.
Este último título está disponível no link abaixo desta postagem. Leia, indique aos amigos.

O roteiro é fictício, mas tenho convicção que é a arte quem imita a vida, e sendo ela grata, apresenta à vida novas perspectivas de como ela poderia ser, nos oferecendo um olhar alternativo sobre o mundo . Então... Boa leitura para tod@s.

sábado, 20 de junho de 2015

Doutor, Senador, Deputado e Vereadores (AS) discutem a Reforma Política em evento na UEPA

Foto divulgação (Denny Júnior)




























               
O Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais, Educação e Cidadania na Amazônia (GMSECA/CNPQ) e o Núcleo de Relações Interinstitucionais em Articulação c/ sociedade (NINTAS/UEPA) promovem à comunidade acadêmica e geral a mesa-redonda com o tema: “REFORMA POLÍTICA: Perspectivas de Representação e Participação Popular”.
Para o grupo de pesquisa, uma verdadeira Reforma Política se constitui em um dos passos fundamentais para iniciarmos um processo de mudanças no injusto e excludente sistema político brasileiro. Desse modo, compreende-se a importância das organizações populares,  movimentos sociais, e diversos agentes da sociedade civil organizada para a garantia de uma Reforma Política que enfrente problemas antigos como: patrimonialismo; nepotismo; clientelismo; personalismo; corrupção, preconceito e exclusão.
Nessa perspectiva, se considera que as universidades devem ocupar um lugar importante nessa conjuntura, pois cabe a estas, além de outras atribuições, contribuírem com o processo de discussão e difusão de uma reforma política que esteja de acordo com os interesses da maioria da população brasileira, cooperando e participando desse processo político pelo qual passa nosso país.
O evento contará com a presença de parlamentares de partidos distintos, como PPS (Senador Arnaldo Jordy), PT (Senador Paulo Rocha), PCdoB (vereadora Sandra Batista) e PSTU (vereador Cleber Rabelo), apresentando diversas vertentes da discussão, além de militantes de movimentos sociais e do professor doutor em ciência política Roberto Corrêa. Confira abaixo a programação.
Ao termino do evento, os participantes receberão certificado com carga horária de 06 horas. PARTICIPE

Segue abaixo a programação:



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Era da informação? Notícia falsa vira "base" para crítica ao deputado Jean Willys.



Na internet: muita gente "acreditou" e se indignou com a 
notícia publicada em um site de humor

(Foto: reprodução facebook)

 Na tarde da última terça-feira, dia 16 de Maio, o deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Jean Willys (PSOL), foi alvo de inúmeras críticas e ataques através de redes sociais por, supostamente, propor emendas de alteração à Bíblia.
 O “noticiário”, certamente, está longe de ter alguma veracidade, porém não é a primeira vez que o parlamentar é alvo de “indignação” baseada em falsas notícias e boatarias espalhadas pelas redes. A informação foi publicada no site Joselito Muller, onde é possível encontrar a seguinte apresentação: Joselito Müller é um personagem fictício que retrata as notícias do cotidiano. Numa classificação, seria um super-herói defensor dos… Defensor de nada, Joselito Muller é um personagem fictício que faz paródia de figuras públicas em situações cômicas. Nada neste site é verdade, mas poderia ser” (ver link: http://www.joselitomuller.com/quem-e-joselito-muller/ ). No entanto, muita gente não entendeu ou não quis entender a piada e o link titulado “Jean Wyllys Propõe Emenda À Bíblia Para Retirar Trechos Considerados Homofóbicos” se tornou um viral sendo compartilhado como matéria verdadeira. 
O momento de ascensão de grupos políticos conservadores, inclusive, mas não apenas, de caráter fundamentalista-religioso, no Brasil, tem se refletido na adesão ao pensamento dos discursos de Marco Feliciano, Silas Malafaia & Cia. 

(Foto: reprodução facebook)
  1. Nesse contexto, cabe inquirir a razão da grande quantidade de compartilhamentos sobre a matéria, sempre acompanhado de acusações, calúnias e insultos ao deputado. A indignação talvez tenha sido, na verdade, pelo fato de se ter dificuldade em aceitar um deputado eleito legitimamente com mais de 144 mil votos, atuante e... GAY empoderado. Um comentário divulgado através da assessoria de comunicação do Jean Willys expressa o sentido “da coisa”: "temos dúvida se é ingenuidade, ignorância ou má-fé, já que os projetos de lei de qualquer deputado ou deputada estão disponíveis no site da Câmara dos Deputados. Mas de uma coisa temos certeza: quem não tem argumentos racionais para se contrapor à nossa luta por mais igualdade e justiça social, só pode recorrer às mentiras, numa tentativa de desqualificar o nosso trabalho”.